Ana Cristina, Professor
  • Professor

Ana Cristina

Fortaleza (CE)
0seguidor0seguindo

Comentários

(1)
Ana Cristina, Professor
Ana Cristina
Comentário · há 10 dias
Excelente e esclarecedora matéria. A irresponsabilidade familiar, comumente normalizada no Brasil, para com aqueles que se dedicam ao cuidado de familiares e/ou às tarefas domésticas (sozinho ou de forma majoritária) ignora a ceu aberto os princípios básicos da razoabilidade, do bom senso e das normas de regência e torna essencial o intermédio voraz da justiça nos casos em questão. Pelo tanto de leis que temos, isso não deveria ser um problema, se a promessa de que "logo você se vira" nao fosse algo comentado não somente nas bodegas do país, mas também nos tribunais por parte de juízes, promotores e outros profissionais. O familiar que obteve vantagens (do tipo laboral e/ou de carreira, econômica, financeira, patrimonial, sexual, de lazer de forma geral, de descanso entre outras) com a não realização de seus deveres familiares, muitas vezes conhecido como pai ou marido, mas não somente estes, muitas vezes, acaba na prática sendo APOIADO em muitas das audiências não gravadas/auditadas do judiciário brasileiro. A justiça, local último da esperança terrena de quem "ficou para cuidar de tudo que é essencial à vida", normalmente conhecida como mãe (mas não somente) no lugar "dos que abandonaram seus deveres" de algum modo, acaba sendo somente MAIS UM lugar de abuso, humilhação, constrangimento, injustiça e violência patrimonial.

Quem passa por isso, entendendo ou não de lei, com toda certeza sai com a certeza da impunidade e da falta de aplicação da lei por aqueles que deveriam fazê-lo.

As aberrações ditas por muitos juízes e promotores diante de uma MÃE que busca auxílio conseguem ser mais violentas que o roubo da vida desta feito por quem deveria partilhar os deveres; enriquecem pais que abandonam; aumenta o empobrecimento feminino; estimulam divórcios; usam de misóginia; ignoram o direito de família, o direito da criança e a
lei Maria da Penha (sim, há a violência patrimonial em quase todos os casos); e, por fim, envergonham o nosso povo.

As atas das audiências também são sucintas em geral e "evitam texto demais", deixando de retratar o que de fato ocorre.
3
0

Perfis que segue

Carregando

Seguidores

Carregando

Tópicos de interesse

Carregando
Novo no Jusbrasil?
Ative gratuitamente seu perfil e junte-se a pessoas que querem entender seus direitos e deveres

Outros perfis como Ana

Carregando